“Queremos Justiça”: família de morto a golpes de facão em Argolo cobra prisão de investigado

Gilson Alves de Souza, de 42 anos, foi atacado na noite de 18 de setembro, no distrito de Argolo, em Nova Viçosa; investigado foi identificado como Gildasio de Souza Rodrigues, o “Nichó”, e teve prisão temporária decretada.
A dor pela morte brutal de Gilson Alves de Souza, de 42 anos, transformou-se em um pedido por Justiça no distrito de Argolo. Familiares procuraram a reportagem do Liberdade News, realizaram protestos e cobraram uma resposta das autoridades diante do homicídio ocorrido na noite de 18 de setembro de 2026.
O apelo da família
A filha de Gilson, profundamente abalada pela perda do pai, pediu que o caso não caia no esquecimento e que o responsável seja localizado e apresentado à Justiça. Outros familiares também se manifestaram, relatando a revolta e o sofrimento provocados pela violência do crime.
Diante da cobrança da família, nossa reportagem procurou o coordenador da 8ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (8ª Coorpin), delegado Ricardo Amaral, em busca de informações sobre o andamento das investigações.
Segundo as informações do delegado, a Polícia Civil realizou os trabalhos de campo, e as diligências avançaram: um investigado foi identificado, foi feita a representação e a Justiça decretou sua prisão temporária.
O crime

Gilson foi atacado por volta das 22h45, na Avenida Rio de Janeiro, região central de Argolo. Ele apresentava múltiplas lesões provocadas por instrumento corto-contundente. Uma equipe do SAMU prestou socorro e encaminhou a vítima para atendimento hospitalar, mas Gilson sofreu paradas cardíacas e morreu.
A investigação
Segundo a Polícia Civil, as primeiras informações apontaram para um homem conhecido pelo apelido de “Nichó”. Com o avanço das diligências do Pronto Emprego Regional, os investigadores o identificaram como Gildasio de Souza Rodrigues.
De acordo com a linha investigativa apresentada pela Polícia Civil, Gilson e o investigado estariam em um estabelecimento consumindo bebida alcoólica quando teria ocorrido um esbarrão, seguido de discussão. A apuração policial indica que, depois do desentendimento, o investigado teria ido até sua residência e retornado portando um facão, ocasião em que teria ocorrido o ataque.
Após trabalhos e representação da Polícia Civil, o Plantão Judiciário de 1º Grau do Tribunal de Justiça da Bahia deferiu o pedido e determinou a prisão temporária pelo prazo de 30 dias, no âmbito da investigação pelo crime previsto no artigo 121, §2º, do Código Penal.
Busca pelo investigado
Segundo as informações policiais fornecidas à reportagem, após o homicídio, Gildasio teria deixado Argolo e seguido para uma cidade vizinha em Minas Gerais. Buscas foram realizadas, mas, até as informações mais recentes repassadas à reportagem, ele não havia sido localizado.
A Polícia Civil informou que mantém integração com forças de segurança mineiras para tentar cumprir o mandado. Para a família, a expedição do mandado representa um avanço, mas a cobrança continua enquanto não houver o cumprimento da ordem judicial.
Comoção e cobrança por Justiça
A filha de Gilson pede Justiça pela vida do pai. Familiares afirmam que querem uma resposta efetiva e esperam que o investigado seja localizado para que possa responder às acusações perante a Justiça.
O homicídio provocou forte comoção em Argolo. A violência do ataque e a morte de um homem de 42 anos deixaram familiares e moradores consternados. Os protestos realizados após o crime expressaram justamente essa cobrança: Justiça e uma resposta para uma família que perdeu um pai, um parente e um ente querido.
Denúncia
A Polícia Civil continua as diligências para localizar Gildasio de Souza Rodrigues, conhecido como “Nichó”. Quem tiver informações que possam auxiliar as autoridades na localização do investigado pode procurar a polícia pelos números 190 ou 197.
A orientação é para que ninguém tente realizar qualquer abordagem por conta própria.
Acompanhamento
O Liberdade News continuará acompanhando o caso, ouvindo a família e buscando junto às autoridades informações sobre o cumprimento do mandado e o avanço das investigações.

