Acusado de estuprar criança em Teixeira é cantor e tem mais 12 milhões de visualizações no YouTube

Foto: Liberdadenews
A prisão de José Carlos Rosa Lima, de 55 anos, conhecido artisticamente como Índio Brega, trouxe à tona uma informação que ainda era pouco conhecida pelo público que acompanha o caso: ele é cantor e acumula mais de 12 milhões de visualizações em suas músicas no YouTube. O artista também possui um perfil na plataforma com mais de 37 mil seguidores.
O nome de Índio Brega ganhou repercussão em Teixeira de Freitas, no extremo sul da Bahia, após a Polícia Civil cumprir, na tarde de terça-feira (13), um mandado de prisão definitiva contra ele. A ordem judicial decorre de uma condenação pelo crime de estupro de vulnerável.
Com a divulgação da identidade do preso, a trajetória musical do homem passou a integrar a repercussão do caso. Seus números nas plataformas digitais mostram que ele já alcançou um público expressivo pela internet, especialmente por meio do YouTube, onde suas músicas ultrapassam, somadas, a marca de 12 milhões de visualizações.
Cantor diz que pretende falar sobre a carreira
Em conversa com a reportagem do Liberdade News, após a prisão, Índio Brega declarou ser inocente. Ele afirmou que sempre desejou conceder uma entrevista para falar de sua história, mas lamentou que o contato com um repórter tenha ocorrido enquanto estava preso.
O cantor também disse que pretende falar publicamente sobre sua trajetória artística caso consiga provar sua inocência.
Entenda o caso
De acordo com a Polícia Civil, a condenação está relacionada a um crime ocorrido em setembro de 2016, quando a vítima tinha 12 anos. A denúncia foi apresentada à Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM) de Teixeira de Freitas pela mãe da menina, em novembro daquele ano.
A prisão foi resultado de diligências realizadas por investigadores da unidade especializada para localizar o condenado. Segundo a polícia, ele foi encontrado nas proximidades da BR-101, em Teixeira de Freitas, e não ofereceu resistência à abordagem.
O mandado é decorrente de condenação criminal transitada em julgado, ou seja, de uma decisão judicial definitiva. Após a prisão, José Carlos Rosa Lima ficou à disposição da Justiça para os procedimentos relativos à execução da pena.

