Professores apoiadores de Lula fazem ato em defesa da soberania nacional em Teixeira

No final da tarde desta quinta-feira, 24 de setembro, o sinal do Faé entrou em alerta. Literalmente, um alerta vermelho. O grupo Professores apoiadores do candidato à reeleição, Lula, promoveu uma mobilização em favor da reeleição do atual presidente e, ao mesmo tempo, em defesa da soberania brasileira diante das ameaças dos Estados Unidos. Para os manifestantes, as duas pautas são indissociáveis.

Aos poucos, o grupo foi se aglomerando, balançando bandeiras e distribuindo adesivos. Palavras de ordem eram entoadas. Mesmo em meio ao caótico trânsito, entre buzinas, motores e escapamentos, nada parecia capaz de conter os discursos acalorados.
“O Brasil não está à venda!”, bradou ao microfone o professor Halysson Fonseca, em referência às ofensivas do imperialismo norte-americano e ao interesse nas terras raras brasileiras.

Uma jovem militante presente ao ato comentou que o Brasil possui uma das maiores reservas de terras raras do mundo e que a disputa por esses recursos ajuda a explicar o interesse estratégico de grandes potências.
“Por essa razão, os Estados Unidos querem colocar um fantoche deles na presidência”, afirmou um jovem manifestante, referindo-se ao candidato da direita, Flávio Bolsonaro.

A cada vez que o sinal fechava, os manifestantes ocupavam a faixa de pedestres, exibindo uma grande faixa com a frase: “O Brasil é nosso! Pela defesa das nossas riquezas e soberania nacional.”
“Nós somos os verdadeiros patriotas”, disse uma professora. “Não queremos que o Brasil seja uma colônia ou o 51º estado americano, como desejam aqueles que se vestem de verde e amarelo, mas batem continência para a bandeira americana”, completou.
O que a manifestação evidenciou que Washington não estaria se limitado a torcer por um determinado candidato, mas, também, buscando interferir na política brasileira em defesa de seus interesses estratégicos.
No discurso dos professores, a eleição presidencial assume, portanto, contornos de um plebiscito: Você concorda que o Brasil se torne uma colônia dos Estados Unidos? Sim ou não?
A resposta, como tantas outras questões que atravessam o país, será dada nas urnas.

