Violência

Prado: Proprietários de fazenda denunciam invasão armada, violência e desrespeito à Justiça

11/02/2026 - 11h14Por: Sulbahianews

Os proprietários da Fazenda Barra do Cahy, localizada no município de Prado, no Extremo Sul da Bahia, tornaram pública uma série de denúncias envolvendo violência armada, crimes patrimoniais e o descumprimento de uma decisão judicial que, segundo eles, garante a posse da área. A família afirma que está impedida de acessar a propriedade desde uma ocupação ocorrida no último fim de semana.

De acordo com os denunciantes, a situação teve início na noite de domingo (8), quando um grupo de homens encapuzados e fortemente armados invadiu a fazenda. Os proprietários relatam que os caseiros foram rendidos sob ameaça, enquanto pertences pessoais, celulares e cartões bancários foram levados. Ainda segundo a denúncia, estruturas da propriedade foram danificadas e um restaurante existente no local foi saqueado.

Após a primeira invasão, a Polícia foi acionada e o grupo deixou a área. No dia seguinte, os donos da fazenda estiveram no local para verificar os prejuízos. No entanto, a tranquilidade durou pouco. Na mesma noite, conforme relatam, os invasores retornaram em número maior — cerca de 30 homens — e com armamento mais pesado. A porteira principal teria sido incendiada, permitindo uma nova entrada e a ocupação total da propriedade.

Desde então, os proprietários denunciam que funcionários foram expulsos de suas residências e proibidos de retornar, inclusive para retirar objetos pessoais. Eles também manifestam preocupação com a segurança de cavalos e outros animais que permanecem na área, além do risco de incêndios e danos ambientais, já que parte da fazenda está situada em área de preservação.

A família destaca que a área é alvo de um processo judicial relacionado à demarcação de território, mas reforça que não há decisão definitiva. Segundo os proprietários, existe uma ordem judicial em vigor, expedida por meio de uma Ação de Interdito Proibitório, que assegura a posse da fazenda e proíbe qualquer tipo de invasão até o julgamento final da causa.

Mesmo com a decisão, os donos da propriedade denunciam que continuam impedidos de entrar na fazenda e afirmam que a ordem judicial está sendo ignorada. Eles também relatam a presença de representantes da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) no local, acompanhando o grupo que ocupa a área.

Diante do que classificam como um cenário de medo, insegurança e abandono, os proprietários afirmam estar reunindo documentos, fotos, vídeos e outros registros para formalizar as denúncias. O objetivo, segundo eles, é chamar a atenção das autoridades e da sociedade para a gravidade da situação, buscando a garantia do cumprimento da lei, a proteção das pessoas envolvidas e a preservação do meio ambiente.