Teixeira: Polícia Civil conclui Operação Deepfake e indicia investigado por fraudes com identidade de médico

A Polícia Civil da Bahia concluiu as investigações da Operação Deepfake e indiciou um homem apontado como responsável por um esquema de fraudes que utilizava a identidade profissional e pessoal de um médico para aplicar golpes em empresas de diversos estados brasileiros. O inquérito policial foi conduzido pela Delegacia Territorial de Teixeira de Freitas e os autos já foram encaminhados ao Ministério Público.
De acordo com a Polícia Civil, a investigação teve início após o registro de diversas ocorrências envolvendo o uso indevido da identidade do médico Leonardo Bittencourt Silveira para a aquisição de medicamentos, insumos e equipamentos médicos. Conforme as apurações, os criminosos utilizavam documentos falsificados, receituários adulterados, comprovantes de residência falsos, linhas telefônicas cadastradas em nome de terceiros e contas eletrônicas criadas exclusivamente para a prática das fraudes.
A operação recebeu o nome de “Deepfake” em razão da utilização de imagens produzidas por inteligência artificial e de outros recursos tecnológicos para conferir aparência de autenticidade aos documentos e comunicações utilizadas nos golpes.
Durante as investigações, a Polícia Civil realizou levantamentos cadastrais, análises de inteligência, representações judiciais e interceptações telefônicas e telemáticas. As diligências permitiram identificar Flavio dos Santos Fraga, de 42 anos, morador de Salvador, como o principal investigado.
Segundo a polícia, as análises revelaram a utilização de linhas telefônicas, contas de e-mail, aparelhos celulares e documentos falsificados diretamente ligados ao suspeito. Também foram encontrados arquivos contendo receitas médicas fraudulentas, imagens manipuladas e outros documentos utilizados na execução dos crimes.
Ainda conforme a investigação, Flavio já havia figurado em apurações anteriores relacionadas a crimes patrimoniais praticados mediante fraude e associação criminosa, apresentando um modo de atuação semelhante ao identificado durante a Operação Deepfake.
As investigações também apontaram que o suspeito não agia sozinho. De acordo com a Polícia Civil, ele contava com a participação de outras pessoas para obtenção de documentos falsificados, produção de imagens fraudulentas, fornecimento de dados e operacionalização dos golpes, circunstância que fundamentou o indiciamento também pelo crime de associação criminosa.
Durante a operação, foram cumpridos, em Salvador, mandados de prisão temporária e de busca e apreensão autorizados pela Justiça. No entanto, Flavio dos Santos Fraga não foi localizado durante as diligências e passou à condição de foragido. Posteriormente, diante dos elementos reunidos no inquérito, a prisão temporária foi convertida em prisão preventiva, permanecendo o investigado em local incerto e não sabido.
Ao final da investigação, conduzida pela Delegacia Territorial de Teixeira de Freitas, com apoio da Delegacia Territorial de Itamaraju, Flavio dos Santos Fraga foi indiciado, em tese, pelos crimes de estelionato, falsidade ideológica, uso de documento falso e associação criminosa. O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público para adoção das medidas cabíveis.
A Polícia Civil informou que as diligências para localizar e prender o investigado continuam em andamento e reforçou que informações que possam contribuir para sua captura podem ser repassadas por meio dos canais oficiais de denúncia. A corporação destacou ainda que segue atuando no combate às fraudes eletrônicas e aos crimes patrimoniais em todo o estado.

