Prisão

Capturado: Suspeito de liderar facção em OTC levava vida de luxo em Prado

06/02/2026 - 16h59Por: Sulbahianews

A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu no município de Prado, um homem apontado como um dos principais líderes do tráfico de drogas no Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte. A captura ocorreu na quinta-feira, 5 de fevereiro, e a Justiça mineira decidiu, na sexta-feira, 6, manter a prisão preventiva.

O detido é Marcélio Alves de Souza, de 46 anos, conhecido como “Tchelo”. De acordo com as investigações, ele é investigado por envolvimento em uma série de crimes ao longo de aproximadamente três décadas. As autoridades indicam que o suspeito estava vivendo de forma discreta, porém com padrão elevado de vida, no litoral baiano.

A localização do investigado foi possível a partir do avanço das apurações sobre um homicídio registrado em dezembro de 2025, no bairro Funcionários, região Centro-Sul de Belo Horizonte. O crime foi registrado por câmeras de segurança e vitimou Júlio César Ferreira Peixoto, de 33 anos, morto a tiros dentro de um veículo. A participação de Tchelo nesse episódio específico não foi detalhada pela polícia nem pelo Judiciário.

Conforme a Polícia Civil e o Ministério Público, Marcélio Alves é apontado como um dos chefes da Organização Terrorista do Cafezal (OTC). Ele possuía três passagens pelo sistema prisional e estava foragido desde 2022, quando passou a ser procurado pela execução de Jonathan Rafael Vasconcelos Costa da Silva, conhecido como “Toco”, ex-integrante da facção.

Para o delegado Felipe Freitas, o investigado era considerado alvo prioritário das forças de segurança de Minas Gerais. “Trata-se de um indivíduo com elevado poder de articulação e influência no Aglomerado da Serra, uma das maiores comunidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte”, afirmou.

Após a prisão em Prado, o suspeito foi transferido para Belo Horizonte em uma aeronave da Polícia Militar. Ele passou por audiência de custódia e teve a prisão mantida pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Caso venha a ser condenado pelos crimes em apuração, a pena pode ultrapassar 20 anos de reclusão.

No homicídio que motivou parte das investigações, a perícia encontrou no interior do carro da vítima uma carta manuscrita com referências a uma possível disputa entre facções criminosas atuantes na capital mineira.