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Operação prende 11 suspeitos e desarticula grupo investigado por furto e comércio ilegal de gado no Extremo Sul

25/08/2026 - 15h14Por: Sulbahianews

Uma operação da Polícia Civil da Bahia deflagrada na manhã desta terça-feira, 25 de agosto, prendeu 11 pessoas suspeitas de integrar um grupo envolvido em uma sequência de furtos de gado em propriedades rurais do Extremo Sul baiano. A ação também cumpriu 13 mandados de busca e apreensão.

Entre os presos estão nove homens, com idades entre 21 e 49 anos, e duas mulheres, de 20 e 26 anos. Um homem de 32 anos e uma mulher de 26, que eram alvos de mandados de prisão preventiva, também foram autuados em flagrante por receptação qualificada.

As diligências foram realizadas principalmente em Porto Seguro e nos distritos de Arraial d’Ajuda e Trancoso. Ao longo da operação, os policiais apreenderam dez celulares, uma espingarda calibre .22, um veículo e outros materiais que podem contribuir para o avanço das investigações.
Grupo tinha divisão de tarefas

Segundo a Polícia Civil, a investigação identificou uma organização com funções distribuídas entre os integrantes. O grupo seria responsável não apenas pela retirada dos animais das propriedades, mas também pelo abate, processamento, transporte e comercialização da carne.

Os crimes investigados ocorreram em diferentes municípios da região, entre eles Guaratinga, Itabela, Eunápolis, Porto Seguro, Santa Cruz Cabrália, Belmonte, Itapebi e Itagimirim.

As propriedades escolhidas pelos suspeitos eram, principalmente, áreas rurais afastadas e com pouca vigilância. De acordo com as apurações, os ataques aconteciam predominantemente durante a noite.

Depois de invadir as fazendas, os criminosos abatiam os animais no próprio local e faziam o corte da carne antes de deixar as propriedades. Apenas as partes destinadas à comercialização eram retiradas.

Para executar as ações, o grupo utilizava veículos alugados, equipamentos empregados no abate e processamento dos animais e, em algumas ocorrências, armas de fogo.
Investigação aponta estrutura de logística

A Polícia Civil também identificou uma rede de apoio responsável pelo transporte e pela distribuição da carne obtida de forma ilegal. As investigações apontaram ainda movimentações financeiras relacionadas ao custeio das ações criminosas e à divisão dos valores arrecadados.

Os investigadores apuram a participação de outras pessoas ligadas à destinação comercial da carne, ampliando o foco da operação para além dos responsáveis pelos furtos.

A ação foi coordenada pela 23ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (23ª Coorpin), com sede em Eunápolis, e contou com equipes dos Grupos de Apoio Técnico e Tático à Investigação (GATTI) Sul, Costa do Cacau e Extremo Sul.

As investigações continuam para identificar outros possíveis integrantes do esquema e esclarecer a participação de cada suspeito na cadeia de furto, abate, transporte e comercialização do gado.