Reconhecimento
de paternidade

Vídeo: Joneuma volta a cobrar registro de filha com Uldurico Jr. e reafirma que paternidade foi comprovada por DNA

15/08/2026 - 13h43Por: Sulbahianews

A ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, Joneuma Silva Neres, voltou a cobrar publicamente, nesta sexta-feira, 14 agosto, o reconhecimento da paternidade e o registro da filha. Segundo ela, a criança permanece sem registro do pai mesmo após a realização de exame de DNA que, conforme documentos apresentados por Joneuma, apontou 99,99% de probabilidade de paternidade.
Em uma publicação nas redes sociais, Joneuma afirmou que a ação de alimentos e reconhecimento de paternidade foi protocolada há um ano e quatro meses e tramita na 1ª Vara da Família da Comarca de Teixeira de Freitas. Ela disse ainda que a filha tem atualmente 1 ano e 2 meses.

“Há um ano e quatro meses que a ação de alimentos/reconhecimento de paternidade foi proposta. Uma criança de 01 ano e 02 meses que ainda NÃO foi registrada, mesmo com DNA no processo”, escreveu.

Em vídeo publicado nesta sexta-feira, a ex-diretora voltou a abordar o caso e afirmou que criança continua sem o nome do pai no registro civil, apesar de, segundo ela, a paternidade já ter sido comprovada por exame genético realizado pelo próprio genitor.

“Hoje, minha filha ainda continua sem ser registrada, mesmo com paternidade já comprovada por teste de DNA realizado pelo próprio genitor”, declarou.
Joneuma afirmou que o processo tramita desde abril de 2025 e criticou o tempo de tramitação. Segundo ela, enquanto a ação não é concluída, a criança permanece sem o reconhecimento formal da filiação e sem receber pensão alimentícia.

A mãe também afirmou que, na avaliação dela, o processo passou a envolver questões relacionadas ao relacionamento entre os adultos. “O genitor vem contestando o processo e, na minha percepção, transformando uma questão que deveria ser sobre os direitos de Catarina em uma forma de me atingir e se vingar de mim pelo fato dele estar preso”, disse no vídeo.
Ela ressaltou que considera a filha a principal prejudicada pela situação. “Mas quem está sendo prejudicado é uma criança”, afirmou.

Exame de DNA

Em publicações anteriores, Joneuma havia compartilhado documentos relacionados ao processo, entre eles um termo de consentimento para coleta de material genético enquanto estava detida e o resultado de um exame que apontaria 99,99% de probabilidade de Uldurico Alencar Pinto ser o pai da criança.

A defesa de Uldurico Júnior havia informado anteriormente que o político solicitou a realização de exame de DNA no âmbito judicial, mas que o procedimento não teria sido concluído antes da prisão dele, ocorrida no início de agosto.

O caso está relacionado à investigação sobre a fuga de 16 detentos do Conjunto Penal de Eunápolis, ocorrida em dezembro de 2024. Joneuma responde na Justiça sob acusação de ter facilitado a fuga. Uldurico também é investigado no caso e foi preso por suspeita de envolvimento no esquema.

De acordo com as investigações do Ministério Público da Bahia (MP-BA), o ex-deputado teria participado da articulação para a fuga e negociado um pagamento de R$ 2 milhões. A defesa de Uldurico nega as acusações e afirma que as alegações apresentadas contra ele são falsas e teriam sido feitas para afastar a responsabilidade de outros envolvidos.
Joneuma, por sua vez, afirmou em depoimentos e manifestações públicas que mantinha um relacionamento com Uldurico desde fevereiro de 2024 e que ele teria participado de sua indicação para o cargo de diretora do presídio.

Cobrança nas redes sociais

Na publicação desta sexta-feira, Joneuma classificou a situação como “cansativa”, “humilhante” e “desgastante” e afirmou que o objetivo da manifestação é chamar atenção para a situação da filha.
A ex-diretora também já havia contestado publicamente informações sobre um suposto relacionamento com Ednaldo Pereira Souza, conhecido como Dada, apontado pelas investigações como liderança de uma organização criminosa em Eunápolis. Segundo Joneuma, a informação é falsa.

A nova manifestação ocorre enquanto o processo de reconhecimento de paternidade permanece em tramitação na Justiça de Teixeira de Freitas. Até a publicação desta matéria, não havia decisão judicial definitiva informada sobre o registro da criança ou sobre o pagamento de pensão alimentícia.