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policial

R$ 103 milhões: Megaoperação contra estelionato e lavagem de dinheiro cumpre mandados em Eunápolis

13/05/2026 - 09h35Por: Sulbahianews

Uma megaoperação da Polícia Civil da Bahia, deflagrada nesta quarta-feira, 13 de maio, colocou Eunápolis no centro de uma investigação interestadual contra um grupo suspeito de estelionato mediante fraude eletrônica e lavagem de dinheiro. Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, sendo sete somente no município.

Além de Eunápolis, as ações ocorreram simultaneamente em outras cidades do país: Crato (CE), Goiânia (GO), Recife (PE) e São Paulo (SP). Como resultado da ofensiva, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 103 milhões em ativos financeiros ligados aos investigados.

A operação contou com apoio estratégico do CIBERLAB, vinculado à Coordenação-Geral de Repressão a Crimes Cibernéticos do Ministério da Justiça e Segurança Pública, além da participação das Polícias Civis dos estados envolvidos.

Esquema sofisticado partia de mensagens falsas

De acordo com as investigações, o grupo utilizava técnicas avançadas de engenharia social para aplicar golpes em vítimas de diferentes regiões. O esquema começava com o envio de mensagens SMS fraudulentas, informando sobre um suposto bloqueio de contas bancárias.

Os textos continham links que levavam a páginas falsas, semelhantes às de instituições financeiras. Ao inserir dados pessoais e bancários, as vítimas tinham suas contas invadidas. Na sequência, os criminosos realizavam transferências não autorizadas, principalmente via PIX, para contas sob controle da organização.

Estrutura de lavagem envolvia “laranjas” e empresas fictícias

Para ocultar a origem ilícita dos valores, o grupo mantinha um esquema estruturado de lavagem de dinheiro. Os recursos eram rapidamente fragmentados e distribuídos entre contas de passagem, muitas delas em nome de “laranjas”.

Segundo a polícia, o núcleo da organização também utilizava familiares e empresas de fachada para reinserir o dinheiro no sistema financeiro com aparência legal, além de reinvestir os valores na própria atividade criminosa.
Investigados podem pegar mais de 20 anos de prisão

Os suspeitos poderão responder por estelionato mediante fraude eletrônica, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas podem ultrapassar 20 anos de reclusão.

A Polícia Civil segue com as investigações, e novas fases da operação não estão descartadas.